Como nesta quinta-feira eu não teria de trabalhar saí de casa toda animada e bem arrumada. Convenci a So a dar uma banda comigo depois da aula. Quando estávamos saindo da escola, encontramos com o Henrique, que nos falou de uma festa brasileira que aconteceria em um Pub ao Lado do Parque St. Stephan's Green, perfeito para mim, pois pego meu Luas lá e na volta seria muito mais fácil. E mais perfeito ainda, foram as palavras mágicas: não para para entrar. A So, que é muito parceira, amou a idéia: Hum, brazilian part, nice! Como combinamos com o Henrique às 20h em frente ao pub, tínhamos muito tempo para gastar. Ligamos para nossas casa e avisamos que chegaríamos mais tarde.
Estávamos loucas de fome, fomos na cafeteria do Jervis, um shopping center bem perto da escola. Depois que eu olhei o cardápio, nada por menos de 7 euros para cada uma, sugeri que comprássemos algo para comer no "Maravilhoso mundo de Tesco". Tesco é uma rede de supermercados onde tudo é mais barato e tem um no subsolo do shopping onde estávamos. Depois passearmos no "templo do consumo gastronômico", optamos por 4 coxinhas de galinha amilanesa, 2 pacotes de tesco chips (similar ao Doritos, mas por ser marca própria do Tesco custa só 0,32) e um molho de maionese com salsa. Felizes pela economia, pois tudo custou apenas 5 euros, fomos tomar o café na cafeteria. Como não é um restaurante fechado, pois as mesas estão no meio do shopping, achei que não teria nenhum problema em dar início a uma pequena "farofa".
Pedimos os cafés e muitos guardanapos para a garçonete. Assim que nossas xícaras chegaram, colocamos os salgadinhos sobre a mesa. Eis que surge o gerente para dizer que não podia comer comida de fora ali. E isto que ele nem tinha visto as coxinhas!! Com toda a educação e muita pôse, pois a farofa não diminuiu o meu salto, olhei para ele e disse que eu iria sim comer, pois estava consumindo lá. Expliquei que tínhamos comparado os café e só saíriamos de lá quando terminássemos. A So, toda certinha, ficou com os olhos arregalados, louca de medo. Não vou negar que fiquei com medo que ele chamásse a segurança, mas eu é que não ia baixar a bola. No momento que ele virou as costas, pedi para ela o pacote com as coxinhas, que atá então estava escondido, tirei a minha e comecei a comer.
Pobre da So, ela salivava, enquanto eu saboreava cada mordida. Até que ela não agüentou e pegou uma também. Mas enrolou no grardanapo e foi desfiando com a mão a coxinha, e levava pequenos pedaços a boca. Como ela estava de frente para o café, estava louca de medo, pois o gerente não tirava os olhos da nossa mesa. Eu estava de costas e pouco me importando com a opinião dele. Evidente que jamais faria isto no Brasil, mas aqui as coisas são muito diferentes, ninguém te conhece.
Depois de bem alimentadas, fomos passear pelas lojas do shopping. Tudo muito caro. Então levei ela para a uma loja muito legal: "Tudo por 10 euros ou menos". Lá comprei de presente para Paula uma blusinha, e uma mini saia para mim. A So comprou uma blusinha toda brilhosa. Nos arrumamos para festa na loja mesmo.
Quando chegamos no Pub, já passavam das 20h e o Henrique já tinha entrado. Estava atrolhado de gente e um atropelo a entrada, pois as pessoas só podiam descer para o lugar da festa depois de deixar o casacão na chapelaria. Não se pagava para entrar, mas era obrigado a marchar com 1,50 para deixar o casaco. Neste meio tempo, a So desistiu de ir na festa. Eu não endenti o motivo, simplesmente ela me deu tchau e disse que tinha que ir. Não sei se ela se apavorou com a quantidade de gente morena, ou com o amontoado de gente, não sei. O certo é que ela deu a desculpa de que ia ficar muito tarde para ela ir para casa e se mandou. Como eu já tinha deixado meu casaco na chapelaria e estava muito animada com a festa, decidi ficar.
Encontrei com o enrique e com o Carlos, colega de classe, que me apresentou para mais uma turma de brasileiros. As músicas eram uma seleção muito boa de rítmos dançantes e animados da terrinha. Dancei até funk, que adoro. Deu para matar as saudades. Meia noite, eu já estava na estação para pegar o Luas de volta para casa. Fiquei surpresa ao ver que os fiscais do Luas trabalham até esta hora. Teve uma galera que pagou multa e uns adolescentes que foram obrigados a descer.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
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