Have a look, I have news!

sábado, 26 de abril de 2008

Bye last bus...

Cada dia que tenho vivido por aqui é uma aventura. Ontem sexta-feira, folga do trabalho... Foi um dia bem movimentado!

Logo depois da aula fui tomar um café e colocar o papo em dia com o Lucas Carneiro, filho do padrinho do meu irmão, que reencontrei em Dublin após 10 anos sem ver ou ter notícias. A vida é muito doida mesmo, quando que um dia eu ia imaginar que ia reencontrá-lo, ainda mais aqui e ainda na mesma escola. Acho que Dublin é um "ovo" menor que Porto Alegre, pois nestes anos todos nunca nos topamos. Depois do café e de passear no St. Stephan's Green Park, atravessei o Centro da cidade para me encontrar com as minhas amigas da escola no Spire (símbulo futirístico e um dos pontos de encontro de pessoas). De toda a turma da sala que garantiu que iria estar lá, estavam apenas a Su e a Sanny, outra coreana. Passamos no Tesco para comprar a "janta", e fomos para casa do Henrique.


Ficamos até umas 22h "trovando fiado" lá, quando eu fui usar o kit balada (trocar de roupa, sapato e maquiagem), as duas já tinham desistido de sair porque estava muito tarde e perderiam o último ônibus. Então fui com o Henrique e para o Tample Bar, bairro de Pubs e danceterias, para encontrar com a Fran, pois tinha combinado de dormir na casa dela.


A dona Franciani chegou no Tample Bar só às 23h45min. Ou seja, deu tempo de entrar em outros lugares para ver qual estava mais animado. Foi muito divertido, pois o pessoal daqui tem costumes muito estranhos. Tem gente que vai para festa fantasiado, com roupa igual no estilo "par de vaso", tem de tudo. É muito engraçado. Numa das festas, dentro de um Hotel, eu vi algo inusitado enfeitando a porta do elevador, era a "Mona Lisa" na onda irish, mostrando a bunda. Digo "onda Irish", pois as mulheres daqui acham que é muito fashion sair para balada com mini saia e sem calcinha. Depois são as brasileiras as mulheres fáceis. Fiquei muito feliz, pois nas andanças nos bares achei muitas moedas no chão, quase dois euros.


O Henrique foi embora cedo, eu e a Fran acabamos ficando no Turk's Head. Conhecemos um pessoal Francês e ficamos conversando com eles, treinando o inglês. Já eram quinze para as quatro horas, muito tarde, pois as festas por aqui terminam por volta de 2h, fomos convidados a nos retirar com a "boa educação irih": ESTAMOS FECHANDO, VÃO EMBORA! Até eu e a Fran caminharmos até a parada do ônibus já passava das 4h, horário que passava o último ônibus da noite...


Tivemos que ficar esperando na rua até às 7 horas da manhã. A nossa sorte que a Fran encontro um amigo que voltava do trabalho num Pub no caminho, e ele esperou até as 6 horas com agente. Lá por umas 5 horas, eu estava louca de fome. Fui num fest food, um dos poucos abertos, e quando eu estava quase termiando de comer, um dos seguranças disse carinhosamente, temina de comer de uma vez porque eu preciso dormir! Coisas que só acontecem por aqui! Assim que eu saí de lá e me deparei com o frio da rua, senti contade de ir no banheiro, dão deu 5 minutos que eu tinha saído, eu bati no vidro para pedir para usar o banheiro... Doce ilusão, simplesmente os funcionários do lugar me iginoraram, alguns estavam comendo e outros fazendo a limpeza do restaurante. Bati uns 10 min insistentemente no vidro e nada, eles olhavam para mim e diziam, já fechamos!


Tentei ir no banheiro do Mc Donald's que é do lado, um funionário pelo menos se deu ao trabalho de ir ver o que eu queria, mas mesmo quase que emplorando não rolou. Desepcionada e com a bexiga quase explodindo, lembrei do Burger King. Ainda estava aberto, então entrei e nem perguntei nada olhei rapidamente e vi que o banheiro só podia ser no andar de cima, pois não tinha nenhuma indicação. Os funcionários começaram a chamar por mim, e eu apertei a "tecla ignore" e continuei. Até que a Fran gritou para mim, tem um banheiro aqui embaixo. Eles tembém estvam fechando, mas eu não queria saber, precisava ir. Qualquer coisa, dá para dar a desculpa de que eu não falo inglês e não entendi que era proíbido rsrsrsrs


Quem me conhece sabe que quando eu estou com sono, eu apago, em qualquer lugar, eu disse qualquer lugar. Nós ficamos desoladas em saber que o ônibus seria só as 7h, e eu estava durmindo em pé... Tinha cochilos breves e prolongados, nos prolongados quase caí de cara no chão. A Fran estava muito preocupada comigo... rsrsrs Ele disse que nunca tinha visto algo igual.


Hoje, sábado, acordei no início da tarde na casa da Fran, passei em casa só para me jogar uma água, colocar o uniforme e ir trabalhar. Nossa, estava muito cansada! Daí falei para mother Paula que hoje a noite não ia rolar a "saída para dançar", pois estava muito podre. Quando voltei do trabalho, ela estava em casa. Perguntei porque e ela disse que iria só eu e ela, daí me bateu um remorso... Mas eu realmente não tinha pique para ir com ela hoje.

domingo, 20 de abril de 2008

Sexta, gripada mas firme para balada!

Na última sexta-feira, eu estava imprestável por causa da gripe, mas como tinha falta a aula na terça, por causa da Karine, e na quinta, por causa da gripe, fiz um esforço para ir. E como tinha combinado com a mother Paula de sair para dançar com ela, não podia deixá-la na mão. Então, busquei forças, não sei de onde, para sair da cama e aproveitar o meu dia de folga do trabalho.


Depois da aula, como geralmente faço na sexta, vou com o pessoal do Brasil no Tesco, para comprar a "farofa". Desta fez a Ivi não foi junto, e no seu lugar convidamos a Su. Depois de comprarmos as coisas, fomos comer na casa do Henrique ele, pois é mais perto. Conheci o pessoal que ele divide o apartamento, um casal de franceses e um italiano, com que divide o quarto também. O pessoal parece ser gente fina. Por 350 euros por mês, ele se mudou para um apartamento bom, com infra, fica num comdomínio legal, parece interessante. Mais para frente talvez procure um lugar assim para mim.



Fotos: Na 1ª, eu e a Cris, com a máquina da Su. Na 2ª, todo mundo junto (Cris, Henrique, Su e eu) com a minha máquina... Nem dá para notar diferença quase rsrsrsr




Foi bem legal, como sempre, dou muita risada com o Henrique, ele sempre tem um história muito doida para contar. E desta vez, falamos quase que o tempo todo em inglês para que a Su podesse entender.





(Um a parte: Falamos sobre os últimos acontecimentos do Brasil e fiquei sabendo mais do caso da menina Isabella Nardoni. Nossa, como pode a mídia ficar falando nisso 24h por dia? Do dossie da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ninguém mais lembra. Tudo em segundo plano, após o assassinato de uma criança de classe média. Tenho certeza de que foi dada tanta importância para isto para abafar tantas outras coisas mais importantes que estão acontecendo no Brasil e no Mundo. Aposto que se fosse uma criança pobre do nordeste ninguém falaria no assunto.)





Depois de discutirmos um monte de coisas, recebemos um recado muito claro de que era hora de dar tchau e ir embora... Um dos franceses veio para sala, sentou do meu lado no chão, nem pediu licença e ligou o lep top dele. Tirei desfarçadamente uma foto, fingindo que estava testando o flesh da minha máquina. Achei totalmente mal educada a atitude dele. Está certo que eu estava na casa dele e que os amigos do Henrique não são os dele, mas não foi nem um pouco educado...




Após a concentração pré-festa na casa do Henrique, fui com a Su para minha casa. Quando cheguei a Paula só estava me esperando para sair. Só consegui tomar um remédio para gripe e ir no banheiro. Tive que me maquiar no caminho mesmo. A filha da dela também estava podre de resfriada, muito pior que eu. Eu vi uma cena que me deixou chocada. Ele deu um remédio para filha que estava péssima e foi para a balada comigo. Senti que a menina ficou cheteada e com ciúme de mim. Minha mãe jamais faria isto comigo, mas as vezes eu queria que ela fosse parecida com a Paula e pensasse mais nela do que nos filhos.


Ainda bem que levei a Su, pois a Paula foi com uma amiga. Conheci esta amiga da Paula numa "Festa do Pijama", sim, isto mesmo. Acho que no terceiro fim de semana que eu estava aqui, a minha mother promoveu uma reunião na sala de estar com chá e bolinhos para as amigas. Neste dia, eu estava saindo do meu quarto, que tem a porta de frente para o banheiro e me deparei com uma mulher de pijama e roupão saindo do banheiro. Levei um susto muito grande, pois nunca tinha visto ela antes, fiquei com medo pensando que podia ser uma visinha louca, sei lá. Então, quando cheguei na sala lá estavam elas, uma turma de coroas de pijamas tomando chá. A Paula me apresentou para elas como A.V. ou "Eivi", como combinamos, pois saí tudo menos Aline.



Depois de tanta movimentação, passei o fim de semana podre... Saí sábado só para trabalhar e o domingo inteiro no quarto a base de chá para gripe e remédio. Decidi que vou pedir mais horas de trabalho para o meu chefe, pois se não só vou conseguir comprar a minha máquina de fotografia no Natal.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Karine em Dublin








A Karine, amiga da faculdade, veio me visitar aqui em Dublin nesta terça-feira. Já faz um ano que ela foi morar em Londres, e, como está voltando para o Brasil no fim do mês, está fazendo um tur pela Europa.
(Trinity College)

Infelizmente, não tive condições de pedir folga para passar o dia com ela. Mas optei por matar a minha aula, no turno da tarde e passei a manhã e o início da tarde com ela. Levei-a nos pontos mais turísticos mais famosos, mas tive de bandoná-la para ir trabalhar. Estava sentindo muita falta de amigos de verdade. Sabe aquele abraço sincero e gostoso de quem você conhece há muito tempo? Tive muita dó de ter de ir embora, pois foi um passeio muito bom.


Conversamos durante um tempão, ela me contou um monte de histórias e das experiências boas e ruins que teve. Como ela estava cheia de ir a museus e igrejas, resolvemos ir na fábrica da Guinness, cerveja mais famosa daqui da Irlanda e uma das mais consumidas na Europa.


Foi bem legal o passeio dentro da fábrica. Lá eles mostram passo a passo a fabricação da cerveja, a história da Guinness e no fim do passeio, você chega ao último andar (redondo e todo envidraçado) de onde se tem uma vista panorâmica de toda a cidade. E ainda ganha uma Guinness para degustar. Vale a pena. Fiquei decepcionada só com a cachoeira artificial que tem no interior da fábrica. Eu já tinha visto em inúmeros álbuns de pessoas que visitaram o lugar e achei q fosse cerveja e não água. A iluminação da fonte faz com que nas fotos a coloração da água imita cerveja. Ah, e também demos muita sorte, pois uma mulher deu a Guinness dela para nós, pois não gostava de cerveja. Eu também não gosto muito, mas tive que tomar, afinal, vir para a Irlanda e não tomar esta cerveja é como ir para o Rio de Janeiro e não ver o Cristo Redentor.






Ontem eu tinha acordado com uma dor de garganta terrível, aquelas que vem anunciando que ficarei muito resfriada. Depois de passear no sol com a Karine, beber um copão e meio (pois dividimos a cerveja da outra visitante) de Guinness, atravessar a cidade correndo e mancando para ir no trabalho de baixo do sol para chegar a tempo no trabalho, o que não consegui... Minha cabeça paracia que ia explodir de tanta dor.














Cheguei 15 minutos atrasada no trabalho, e ainda, imprestável para o mesmo. Tive que pedir um remédio para dor de cabeça. Daí o gerente disse que não tinha, mas que eu podia comprar. Desisti na hora, onde já se viu isto. Mas como ele viu que eu não estava bem, ficou com peninha e me deu uma caixinha de Paracetamol.

domingo, 13 de abril de 2008

Fim de semana dolorido, mas muito movimentado.

O casal de brasileiros do meu trabalho está voltando para o Brasil nesta semana e sexta era a despedida deles num Pub no Centro. Estava muito empolgada para ir, mas....


Sexta-feira de manhã, eu estava atrasada para aula, por isto tomei café rápido, arrumei-me e quando estava pronta para sair desci as escadas da casa apressada. Eis que lá estava ela me esperando uma caneta no chão, muito próximo ao último degrau da escada. Em qualquer parte da terra, menos na Irlanda, isto aconteceria. Pois quando um objeto desdes caí no chão, as pessoas não o deixam abandonado lá para causar um acidente. Resultado, torci o meu tornozelo.



Foi um estrondo muito grande, minhas coisas voaram longe, e senti muita dor. Fez tanto barulho que consegui até acordar o filho do meio da Paula. Ele veio me perguntar se eu estava bem, o correto seria perguntar se eu estava viva! Depois de uma tentativa de homicídio. Com os olhos cheios de água disse para ele que estava bem. Daí ele me ofereceu um gelo, não tive como recusar.



Tirei a minha bota e coloquei o pacote de ervilha congelado em cima. Eu queria matar quem deixou a porcaria da caneta lá. Muita displicência!! Ele me disse que era complicado me levar no hospital, pois eu teria de ficar umas 4 ou 5 horas na emergência. Nossa que consolo!! Disse pra ele que eu iria ficar bem. Eu realmente não podia me dar ao luxo de ficar em casa com o pé para cima, pois tinha que ir para aula. Toda sexta tem um teste. E depois tinha que trabalhar. Se eu estivesse em casa podia ficar me recuperando, porque realmente era necessário, mas como estou aqui... Tenho que ser forte!!


Lembrei da minha mãe que já quebrou pé, braço e no fim acaba cicatrizando de qualquer forma porque ela não tem paciência ou tempo de ficar parada para "consertar". Amarrei a minha bota muito apertada e me fui. Procurei algo similar a gelol para comprar. No fim, gastei quase 8 euros em uma pomada que não me aliviou em nada. Depois de caminhar até o ponto de ônibus, até a escola, da escola até o ponto de ônibus, do ponto de ônibus até o trabalho, e de 5 horas em pé no trabalho. Quando cheguei em casa, o meu pé estava muito inchado, feio mesmo. Fiz uma atadura ninja com uma meia calça e dormi.



Pedi desculpas para o casal que estava indo embora, mas não tive condições de ir no Pub no centro. Pior que foi todo mundo do trabalho. Gostaria muito de ter ido, mas já tinha feito esforço de mais.



Acordei bem melhor no sábado. Depois do banho, fiz a atadura de novo. O único sapato que consegui calçar com ela foi o tênis. Como tinha marcado um almoço com a So no Centro da Cidade, fiz um esforço e fui. Pois a noite, na minha casa aconteceria a festa de aniversário do filho mais velho da Paula, que fez 22 anos na última quinta, e gostaria de convidá-la. Como nós nos entendemos pouco ao telefone, preferi fazer o convite pessoalmente. Almoçamos no Burguer King, onde eu bati esta foto.


Ela aceitou o convite. E a noite, depois que eu sai do trabalho, às 22h, fui buscá-la na estação do Luas. No frio, no vento e eu manca. Minha mãe fica muito indignada comigo neste aspecto, pois eu não importa o que aconteça, jamais dispenso uma oportunidade de sair para passear ou ir para uma festa.


Quando chegamos na minha casa, a festa já havia começado. Estava animada. Subi rápido para o meu quarto com a So, para me arrumar. Quando desci vi que a casa estava toda arrumada e tinha gente bebendo por todos os lados. Nunca tinha visto tanta gente feia e esquisita no mesmo lugar. Parecia que o Eoin, aniversariante, tinha convidado emos, punks, gente alternativa e uns vizinhos não tão esquisitos. As mulheres, na maoiria gordas e muito feias. Eu e a Soo, conseguimos conversar só com um francês que está morando aqui já há 2 anos.


No meio da festa, a Paula voltou para casa com a filha. E perguntou se eu já havia jantado. Nossa foi música para os meus ouvidos. Estava morrendo de fome. Daí vi aquela carne com molho linda e arroz, que pela primeira vez ela tinha feito. Ela serviu dois pratos para nós e eu fui comer com a Soo no meu quarto, longe da zoeira. O arroz não tinha nenhum tempero e o molho da carne era pura pimenta. Só deu para encarar porque eu estava com muita fome. A So gostou, falou que a comida coreana também é bem apimendada.



Depois fomos para a sala novamente e tentamos nos enturmar. A está altura, não tinha mais ninguém sóbrio o suficiente para conversar conosco. Resolvemos voltar para o meu quarto. Mostrei um monte de fotos da minha família para ela, e ela da dela. Amo a tecnologia!!



Quando eu não conseguia mais ficar com os olhos abertos, isto já eram umas 3h da manhã, disse para ela que eu iria dormir, que ela ficasse a vontade para acessar a internet. E, que quando ela sentisse sono, poderia deitar do meu lado. A cama é pequena e desconfortável, mas eu tinha metido ela naquela furada e ela não tinha como voltar para casa.



Só escutava a galera "trebada" gritando, cantando e dando risada. Havia uma fila interminável no único banheiro da casa. Fiquei cuidando, quando não tinha mais ninguém para usar o banheiro, fui para lá com uma trouxa de roupa e o kit de higiene dentária. Fiquei apavorada com o estado do banheiro. Sujo, bagunçado, conseguiram derrubar até o mastro da cortina do banheiro. Um verdadeiro caos. Quando estava colocando o meu pijama, quase botam a porta abaixo de tanto bater. Eu não estava nem há 2 min lá dentro. Em todos os banheiros daqui da Irlanda, o lugar onde liga e desliga a luz fica fora, no corredor. Então me deixaram carinhosamente no escuro. Eu muito paciente, coloquei pasta na escova e sai escovando os meus dentes e com o meu pijaminha muito "sexy" (de lã amarelo, com ursinhos que comprei quando cheguei aqui). O francês e uma outra menina invadiram o banheiro e fecharam a porta. Depois de uns 3 min, bati e expressei gentilmente a minha vontade de terminar de escovar os meus dentes. O francês saiu e eu fiquei no banheiro com a guria. Terminei de escovar os dentes, e a deixei com o banheiro só para ela. Muita loucura para mim.



No dia seguinte, levantei muito podre e louca de dor nas costas. Durmi muito mal, pois quis deixar mais espaço para So na cama, a final, ela era visita. Acordamos por volta de meio dia. Eu fiz um café para nós. A Paula estava na maior faxina limpando os destroços. Parecia que tinha passado um furacão pela casa. Garrafas por todos os lados, muitos copos quebrados, pontas de cigarro por todos os lados. Eu não sabia o que fazer para ajudar. A So lavou a louça que estava na pia, enquanto eu ajudava a Paula a arrastar os móveis. De início, fiquei toda sem jeito, porque não tinha pedido permissão para que ela dormisse lá, mas a Paula nem deu bola. A So, deu um presetinho coreano para Paula, e para variar fez amizade com ela também. Eu perguntei pela estudante coreana que estava lá em casa, pois queria apresentá-la para So, mas a Paula falou que a menina havia juntado as coisas dela sábado de manhã e ido embora sem se despedir de ninguém. Achei muita falta de educação. Mas acho que ela não curtiu o estilo de vida da família. Acho que ela teria surtado se tivesse presenciado a festinha. A Paula convidou a So para sair com a gente na próxima sexta-feira para dançar. Sim, para dançar! Ela é muito parceira.




Mais tarde, quando os filhos da Paula acordaram, já estava tudo limpo e organizado. Todos se reuniram na cozinha para comentar sobre a festa da noite anterior. Ri muito com eles, entendia só a medade das coisas, mas tudo bem. Foi então que vi uma cena, difícil de engolir para uma gaúcha. A Save, irmã do Eoin, começou a pentiar o cabelo dele e fez chapinha. Tudo bem que ele tenha cabelo comprido, mas muito estranho. Disse que eu gostaria de tirar uma foto, mas ele não curtiu a idéia. Eu respeitei, mas disse que no meu estado no Brasil, aquilo era muito "suspeito". Ainda mais porque ele tem os traços finos, é bem magro, e se fizesse a barba ia parecer uma mulher. A namorada dele achou lindo. Ficou legal mesmo, mas é estranho.



A noite fomos num fest food comemorarmos o aniversário dele em família. O legal é que eles deixam que eu faça parte disto. Sinto-me muito a vontade na casa. Pela preimeira vez consegui reunir a família e tirar fotos, que claro não ficaram uma maravilha porque minha máquina não ajuda muito, e os modelos muito menos. Foi um parto convencê-los a tirar foto e outro para fazer com que parassem para tirar as fotos.

Leighann (16) e Sean (19). Como dá para ver, quando viu a câmera, se escondeu.

Leighann o namorado Sean. Segunda tentativa, ok!

Agora, Lia (23) com o Eoin(22), aniversariante.

Depois de várias tentativas todas borradas, pois eles não ficavam quietos, esta dá para ver mais ou menos o rosto dele.
Sadhbh (15), ou Save, que não quis colaborar com as fotos de forma alguma.

Paula, minha mãe daqui, muito parceira.







sexta-feira, 11 de abril de 2008

A moda brasileira

Como nesta quinta-feira eu não teria de trabalhar saí de casa toda animada e bem arrumada. Convenci a So a dar uma banda comigo depois da aula. Quando estávamos saindo da escola, encontramos com o Henrique, que nos falou de uma festa brasileira que aconteceria em um Pub ao Lado do Parque St. Stephan's Green, perfeito para mim, pois pego meu Luas lá e na volta seria muito mais fácil. E mais perfeito ainda, foram as palavras mágicas: não para para entrar. A So, que é muito parceira, amou a idéia: Hum, brazilian part, nice! Como combinamos com o Henrique às 20h em frente ao pub, tínhamos muito tempo para gastar. Ligamos para nossas casa e avisamos que chegaríamos mais tarde.


Estávamos loucas de fome, fomos na cafeteria do Jervis, um shopping center bem perto da escola. Depois que eu olhei o cardápio, nada por menos de 7 euros para cada uma, sugeri que comprássemos algo para comer no "Maravilhoso mundo de Tesco". Tesco é uma rede de supermercados onde tudo é mais barato e tem um no subsolo do shopping onde estávamos. Depois passearmos no "templo do consumo gastronômico", optamos por 4 coxinhas de galinha amilanesa, 2 pacotes de tesco chips (similar ao Doritos, mas por ser marca própria do Tesco custa só 0,32) e um molho de maionese com salsa. Felizes pela economia, pois tudo custou apenas 5 euros, fomos tomar o café na cafeteria. Como não é um restaurante fechado, pois as mesas estão no meio do shopping, achei que não teria nenhum problema em dar início a uma pequena "farofa".


Pedimos os cafés e muitos guardanapos para a garçonete. Assim que nossas xícaras chegaram, colocamos os salgadinhos sobre a mesa. Eis que surge o gerente para dizer que não podia comer comida de fora ali. E isto que ele nem tinha visto as coxinhas!! Com toda a educação e muita pôse, pois a farofa não diminuiu o meu salto, olhei para ele e disse que eu iria sim comer, pois estava consumindo lá. Expliquei que tínhamos comparado os café e só saíriamos de lá quando terminássemos. A So, toda certinha, ficou com os olhos arregalados, louca de medo. Não vou negar que fiquei com medo que ele chamásse a segurança, mas eu é que não ia baixar a bola. No momento que ele virou as costas, pedi para ela o pacote com as coxinhas, que atá então estava escondido, tirei a minha e comecei a comer.


Pobre da So, ela salivava, enquanto eu saboreava cada mordida. Até que ela não agüentou e pegou uma também. Mas enrolou no grardanapo e foi desfiando com a mão a coxinha, e levava pequenos pedaços a boca. Como ela estava de frente para o café, estava louca de medo, pois o gerente não tirava os olhos da nossa mesa. Eu estava de costas e pouco me importando com a opinião dele. Evidente que jamais faria isto no Brasil, mas aqui as coisas são muito diferentes, ninguém te conhece.


Depois de bem alimentadas, fomos passear pelas lojas do shopping. Tudo muito caro. Então levei ela para a uma loja muito legal: "Tudo por 10 euros ou menos". Lá comprei de presente para Paula uma blusinha, e uma mini saia para mim. A So comprou uma blusinha toda brilhosa. Nos arrumamos para festa na loja mesmo.


Quando chegamos no Pub, já passavam das 20h e o Henrique já tinha entrado. Estava atrolhado de gente e um atropelo a entrada, pois as pessoas só podiam descer para o lugar da festa depois de deixar o casacão na chapelaria. Não se pagava para entrar, mas era obrigado a marchar com 1,50 para deixar o casaco. Neste meio tempo, a So desistiu de ir na festa. Eu não endenti o motivo, simplesmente ela me deu tchau e disse que tinha que ir. Não sei se ela se apavorou com a quantidade de gente morena, ou com o amontoado de gente, não sei. O certo é que ela deu a desculpa de que ia ficar muito tarde para ela ir para casa e se mandou. Como eu já tinha deixado meu casaco na chapelaria e estava muito animada com a festa, decidi ficar.

Encontrei com o enrique e com o Carlos, colega de classe, que me apresentou para mais uma turma de brasileiros. As músicas eram uma seleção muito boa de rítmos dançantes e animados da terrinha. Dancei até funk, que adoro. Deu para matar as saudades. Meia noite, eu já estava na estação para pegar o Luas de volta para casa. Fiquei surpresa ao ver que os fiscais do Luas trabalham até esta hora. Teve uma galera que pagou multa e uns adolescentes que foram obrigados a descer.

sábado, 5 de abril de 2008

Fim de semana brincando no St. Stephan's Green Park

Na foto, a galera da escola. Só falta o coreano que bateu a foto e estava ministrando o "jogo".



A Su, minha amiga coreana da escola (do meu lado, a direita) tinha me convidado para um piquenique no parque no sábado. Achei a ideia interessante, apesar de ter de trabalhar depois. Achei que encontraria somente coreanos no encontro, mas para variar um pouco, tinham brasileiros da escola junto. Cheguei meio atrasada no encontro, pois fiz o almoço com a estudante coreana da minha casa. Que por sinal, estava uma delícia, medestia a parte! A Paula comprou um peixe típico daqui para mim e arroz também, pois disse que gostaría de cozinhar no fim de semana. (Tive que lavar o peixe, pois ele era defumado e vinha repleto de pimenta cortada em cubinhos em cima). Tentei convencer por tudo a coreana da minha casa a ir junto, afinal iam ter muitos coreanos e era uma oportunidade dela conhecer mais gente e fazer amigos. Não teve jeito, ela preferiu ficar em casa. Estava atrasada, mas muito feliz em ter comido, após quase um mês, arroz com alho!!


Estava muito frioooo. Nós sentamos em um grande círculo no chão. Como a grama estava húmida, era preciso colocar jornal e sacolas plásticas no chão, antes de sentarmos. Era muito engraçado, pois a cada vez que levantávamos, tínhamos que sair atrás dos papéis, pois saiam voando com o vento. Quando cheguei, o pessoal já estava enturmado, então, sentei do lado da Su. Tinha muita comida, um monte de salgadinhos, copos de plástico, suco de laranja, refrigerante, maçãs, doces, etc. Logo depois que todo mundo se apresentou, dizendo idade, nacionalidade e quanto tempo ficaria em Dublin, um dos coreanos, quem bateu a foto, levantou e deu início a uma espécie de jogo.

Fazia muito tempo que eu não ria tanto. Sim era um jogo, mas muito sem pé nem cabeça. Ele dividiu o pessoal em dois grupos mistos de coreanos e brasileiros, e começou a falar as "regras do jogo". Proibido falar em outro idioma que não seja inglês, não pode usar o celular (até agora não entendi porque, mas tudo bem). Ele começou a passar tarefas para nós. Cada tarefa tinha pontos correspondentes. A primeira prova já causou a maior polémica. Era para ver quem tinha a maior abertura de boca, e para isto era necessário que dois voluntários de cada grupo passassem batom e colocassem a boca bem aberta para marcar um guardanapo de papel. O Coreano tinha levado até régua para medir. Ou seja, ele planejou cada detalhe!! Depois que os meninos do nosso grupo, donos das maiores bocas, se convenceram de passar batom, o jogo começou... Muito cômico.

O parque estava muito cheio apesar do frio. E todo mundo parava para olhar aquele monte de estrangeiro brincando que nem criança. Outra prova era duas duplas de cada grupo ficarem sobre um pedaço de jornal. Só que cada vez o jornal era dobrado em mais um pedaço e as pessoas tinham que se equilibrar por 30 seg pesando somente no jornal. Valia se uma das pessoas carregasse a outra.

Outra prova era uma dupla de brasileiros de cada time encherem um copo de granóla com aqueles pauzinhos que eles (orientais) usam para comer. Ganhava o copo que estivesse mais cheio depois de um minuto. Eu me diverti vendo e participando daquela maluquice toda.

Foram muitas provas, cada uma mais estranha que a outra. Lá pelas 16h30min, já tínhamos terminado o jogo, comido quase toda a comida, recolhido o lixo. Fui a primeira a ir embora, pois tinha de trabalhar às 17h. Sorte que o parque é do lado da estação do Luas.