Have a look, I have news!

domingo, 30 de março de 2008

Servindo de guia em Dublin

Sábado, enquanto eu estava no trabalho o filho mais velho da Paula, Eghon, foi fazer compras no mercado. Ele me falou de uma estudante chinesa que estava na casa, e ficaria no quarto da Paula. Eu achei que ele estivesse falando de estudante que morou na casa por 2 anos enquanto estudava aqui. Pensei que ela tivesse vindo fazer uma visita. Quando cheguei em casa, jantei e não vi ninguém.

No dia seguinte, quando fui tomar o meu café, lá estava ela fazendo um "missin qnojo" para comer. Eram 11h da manhã, eu comendo o meu cereal matinal e ela atracada numa panela de massa instantânea... Começamos a conversar e descobri que eu tinha entendido tudo errado. Ela é uma nova estudante, que ficará na casa só por duas semanas. Não é chinesa como tinham me dito, e sim coreana. Para os irlandeses é tudo igual.

Logo fizemos amizade e a levei para o meu enorme quarto (2,40 por 2,40), mostrei a minha cuia de chimarrão e algumas coisas que trouxe do Brasil. Manifestei a minha vontade de dar uma volta pela cidade. Os olhos dela brilharam. Nos arrumamos e fomos para o centro da cidade, a parte que eu mais conheço.


Fiz tudo o que gostaria que tivessem feito comigo, de forma bem didática. Mostrei os pontos de referência para que ela conseguisse voltar para nossa home, pois eu no primeiro dia me perdi feio. Fiquei muito apavorada quando aconteceu comigo, era noite, estava muito frio, chovia fino e ventava de mais e não tinha uma viva alma para me dar uma informação. Por isto, fiz com que ela marcasse todos os lugares importantes, como o Hotel que tem na esquina, o semáforo em frente ao
Super Valu, e o campo em frente a casa. As casa são muito parecidas, e de noite fica pior ainda a identificação.

Onde e como ela pegava o Luas. Expliquei para ela que se ela não comprasse o ticket do trem, e o fiscal pedisse, ela seria multada. Sim, eu disse multada! Eles tiram do bolso com caderninho similar aos azuizinhos do Brasil e passam uma multa para a criatura. E que era muito fácil andar de Luas, pois em cada parada, tem uma gravação que diz onde você está e qual é qual é a próxima. E não é como no Brasil, que o trem abre a porta sozinho, se você não aperta o botão, ou para sair ou para fechar ela não abre. E muito importante, quando dá um barulho, similar a uma sirene, não dá mais para subir porque ela está partindo.

Claro que da primeira vez que eu peguei eu não sabia nada disto. Fiquei esperando como uma pateta a porta abrir para eu entrar. Quando olhei as outras pessoas entrando pelas outras portas me dei conta do botão, mas já havia soado a sirene... Eu fiquei do lado de fora e a porta fechou na minha bolsa. A sorte que sempre existe uma alma caridosa em meu caminho. Um homem de dentro do trem forçou a porta, abriu e me puxou para dentro. Fiz questão de explicar este tipo de coisas para ela, pois é muito ruim nos primeiros dias. Tudo muito diferente.

Ah, não sei onde eu escutei que na Europa, as pessoas são educadas no trânsito. Que é só colocar o pé na rua que os carros param. Se é verdade isto, esta pessoa nunca veio para Dublin! Além da mão ser trocada, e sua cabeça estar condicionada a pensar ao contrário na hora de atravessar a rua e olhar para os lados, se você tentar atravessar a rua com o sinal aberto, corre sérios riscos... Os carros não param, e muito menos reduzem a velocidade. Se você não atravessou na faixa de segurança enquanto o sinal estava aberto para você, problema seu! Eles passam por cima mesmo. Disse para ela ter cuidado com o trânsito também.

Mostrei para ela alguns pontos turísticos que eu já conheço, como o parque, o Temple Bar, a Trinity, Catedral, o Centro Turístico, onde ficava a escola dela, o banco, onde ela teria de abrir a conta, e coisas do género. O Henrique ligou para mim convidando para almoçar. No fim, eu e ela ficamos morrendo de fome, até às 4h da tarde, esperando por ele. Quando ele ligou para dizer que não ia mais poder ir no Centro, pois ia agilizar a mudança dele no fim de semana.

Mortas de fome, fomos parar num restaurante que eu já tinha namorado há muito tempo. Mas não tinha tido coragem de gastar 10 euros por uma refeição. Comi carne, sem pimenta, com uma saladinha esperta, mas não escapei da batata... Acompan hava uma porção de fritas junto. Aqui na Irlanda, eles usam a batata que nem arroz no Brasil, ou seja, com tudo.

O domingo terminou com uma visita a igreja perto da nossa casa. A estudante coreana é muito católica e não podia considerar a hipótese de não ir na missa. Eu acompanhei ela, já que estava querendo conhecer a Igreja perto de casa. Chegamos, sem saber, uns 15 min antes da missa. Uma paroquiana veio pedir se nós podíamos levar o pão e o vinho para entregar para o Padre na hora da missa. Foi muito engraçado, pois nós demoramos um tempão para entender que era isto que ela queria. Eu logo achei que ela estava querendo me empurrar algum pão bento para comprar ou que nós tivéssemos que fazer algum tipo de doação de pães... Foi muito engraçado. Depois que nós descobrimos o que era, participamos da celebração.

A igreja é bem diferente, bonita, mas que olha de fora não imagina que é católica. Rezar em inglês é estranho, ainda bem que tem os folhetos que guiam um pouco. Como fim de semana passado foi Páscoa, a passagem da bíblia era sobre o apostolo, que me fugiu o nome agora, que só acreditou na Ressurreição de Cristo porque colocou os dedos em suas chagas.

sábado, 29 de março de 2008

Looking for a job!

Conseguir um emprego em Dublin não foi tão fácil como eu pensava e nem tão complicado como os outros brasileiros que estão aqui me falaram.



Depois de reformular o meu currículo, comecei a deixar em lugares, digamos bonitos, como grandes Hotéis. Mas acabei sendo chamada para uma entrevista no Super Valu, que é um supermercado pequeno, mas bonitinho, tem cara de loja AM.PM. do Brasil. Ah, e a vantagem de ser a 2 quadras da minha nova casa.

Tudo começou no dia 16 de Março, quando os meus créditos do celular tinham acabado, daí o pessoal da casa me informou que eu poderia comprar mais no mercado,
Super Valu, pois lá havia uma máquina, onde se comprava créditos para o celular. Eu nunca imaginei que uma máquina assim pudesse existir. Funciona como um caixa eletrônico, é bem legal.
Quando eu cheguei lá, estavam fechando a loja, e eu e a Leighann, namorada do Sean (filho da Paula), pedimos para um funcionário por favor para entrar e comprar créditos para o celular. A minha sorte que eu estava com ela, se não eu ficaria a "ver navios", sem créditos em plena véspera do St. Patrick's Day.

Depois dele deixar nós entrarmos, a Leighann mostrou para mim o funcionamento da máquina. Funciona como um caixa eletrônico, muito interessante a primeira vista, mas como muitas máquinas por aqui, não sai troco. Ou seja, se você não sabe disto e coloca mais dinheiro, já era, não tem para quem reclamar, pois tem uma mensagem dizendo "no change". Para quem não fala inglês isto é um absurdo! Eu tinha só uma nota de 50 euros, e ela levou algum tempo para me convencer de que eu não podia colocar a minha nota para comprar 10 euros de crédito... rsrrsrs
O funcionário que nos deixou entrar, trocou o dinheiro para nós e perguntou de onde eu vinha. Daí contou para nós que o dono do mercado gostava muito de funcionários brasileiros e disse que era uma boa deixar o currículo lá se eu estivesse procurando trabalho.

Após o feriado, no dia 18, depois da aula eu fui toda satisfeita entregar o meu currículo lá. Falei com um indiano que gostaria de deixar o meu currículo e ele me indicou a gerente. A gerente de plantão era uma loirosa com cara de nerd (muito branca, olho azul, cabelo branco de tão loiro - chanel com franja, nariguda, com cara de diretora de escola de filme americano). De cara ela disse que nao tinha vaga para mim... Saí toda chateada de lá, pois nem com o meu CV ela quis ficar. Quando eu estava na porta, o indiano me perguntou como foi. Daí relatei o acontecido e ele me aconselhou a voltar no dia seguinte de manhã e falar com um outro gerente.

No dia seguinte (quarta-feira), fui toda feliz novamente e entreguei o meu currículo para um cara simpático chamado Michel. Ele pediu que eu voltasse lá no sábado, às 14h, para uma entrevista.
No sábado, acordei bem cedo e voltei a loja que comprei o meu laptop na quinta-feira, no Centro da cidade, para descobrir porque a webcam não funcionava. E eles levaram um tempão para resolver o problema, eu já estava apavorada, preocupada com o horário. Mas no fim deu tempo para tomar um café e usar a Wireless do shopping para conversar com a minha mãe, usando a webcam.

Cheguei no horário combinado, e fui conduzida pelo gerente aos fundos do mercado, a uma salinha pequena, que cabia apenas um arquivo, a mesa do computador e uma cadeira na frente e outra atrás da mesa. Estava exausta, pois tinha corrido para chegar a tempo, e ainda carregando o chumbinho do micro. Ele não achava o meu currículo no meio de trocentos outros. Quando finalmente ele desistiu de procurar nas pastas do arquivo, ele sentou e começou a falar um monte de coisas, eu não entendi nem a metade, só ia concordando com a cabeça. Pelo que eu entendi, eu começaria na terça-feira seguinte, trabalharia na quinta e no sábado. Ficaria no caixa, e teria de ter muita atenção pois lidar com dinheiro não era fácil. Meu horário de trabalho enquanto eu estivesse em treinamento seria das 17h às 22h, três dias por semana. Lá eles pagam o básico de 8,50 euros/hora. Ganhei um livrinho contando a história da rede
Super Valu, esta é uma das lojas franqueadas. É bem legal, eles anunciam até na TV. Lá trabalham muitos indianos, dois cambojanos e dois brasileiros. Por falar em cambojano, quando eu estava saindo do mercado, super empolgada de ter ficado com o trabalho, um Cambojano (Negro, alto e vesgo), que trabalha de segurança e fica na porta, se aproximou de mim. Perguntou de onde eu era e eu respondi. Logo ele abriu um sorriso, e já foi me dando o telefone dele. É impressionante como os homens estrangeiros têm péssimos conceitos sobre as mulheres brasileiras. Eu não quis ser indelicada, pois ia começar a trabalhar lá, então dei aquele sorriso amarelo e coloquei o pedaço de papel no bolso e fui embora.

Fiquei super feliz e considerei aquilo um sinal de que eu poderia gastar uma graninha numa linda bolsa para o meu laptop e com um roteador Wireless para instalar na casa, os quais eu tinha visto na loja de manhã. Dito e feito, nem voltei para casa, fui direto para o Centro novamente comprar a bolsa e o router. Voltei super cansada para casa, mas muito satisfeita. Domingo eu sai para compra uma calça preta social para o trabalho.



1º dia de trabalho - Aprendi a usar a caixa registradora, nem vi a hora passar. Só estranhei que, embora exista uma cadeira alta, própria para o caixa, ninguém senta. Tive dificuldade apenas em entender o nome dos cigarros, que por sinal, são um assalto: 7,50 euros. Ah, algumas frutas ou vegetais, que eu ainda estou aprendendo o nome, eu preciso registrar direto do caixa. Antes de fechar o mercado, é preciso fazer um balanço dos jornais que não foram vendidos. Os que sobram, são colocados num fardo, que eu aprendi a amarrar, para que a empresa de jornais recolha no dia seguinte. Pela primeira vez eu fui apresentada a uma corda de sisal. E descobri que as feupas espetam no dedo... Não é nada agradável, mas eu estava muito feliz, afinal, tinha conseguido um trabalho em duas semanas, que muitos estrangeiros levam meses para conseguir.

2º dia de trabalho - Aprendi que quando não tem muitos clientes na loja, é preciso organizar as prateleiras, inclusive as dos frios e congelados. Tipo, 5 horas de pé, você ainda tem que pegar em coisas muito geladas, e ainda organizar os jornais que não foram vendidos. Em suma, meu dedos roxos de frio, quase caíram na hora de amarras os fardos... Ninguém merece. Decidi que ficarei lá, no máximo 2 meses, tempo apenas para juntar uma grana e me recuperar da facada que tomei ao comprar o leptop. Ah, ganhei uma camiseta pólo vermelha, tamanho GG, super linda, acho que consigo até jogar futebol dentro dela.

3º - dia de trabalho - Sempre digo que o que está ruim pode piorar... Cheguei mais descansada, pois era sábado, pude dormir até mais tarde, não tive aula e... A gerente me esperava toda sorridente, dizendo que eu não ficaria no caixa naquele dia. Eu pensei, ok, tudo bem. Foi então que ela me apresentou a vassoura, mas não é qualquer vassoura, é enorme, acho que uns 50 cm, cerdas grossas e muito duras, ao balde e aos produtos de limpeza. Eu varri toda a frente do mercado, em baixo dos caixas, são três ao todo, e a parte das verduras, onde fica mais sujo. Quando eu ia iniciar a parte "molhada" do serviço, pedi auxílio a um colega, pois já não lembrava mais que produto era para usar. Foi então que ele disse para mim esquecer aquilo, pois a faxina era responsabilidade de outro funcionário, disse para mim não me preocupar com isto. Depois de um suspiro aliviado... Fui dizer a gerente que estava tudo ok. Então ela pediu que eu organizasse os frios... O frio é inexplicável. Foi então que um outro funcionário perguntou se eu gostaria de usar luvas, foi um anjo!! Depois disso, a gerente me levou para o depósito, nos fundos do mercado, e me apresentou a uma escada (bamba) para que eu pegasse as caixas de chocolate, para repor nas prateleiras. Pegava as caixas numa prateleira muito alta e as colocava sobre um carrinho alto e grande, enquanto tentava me equilibrar na porcaria da escada. Quando o suplício terminou, cheguei toda satisfeita e mostrei as caixas, então ela apontou para as prateleiras que ficam em frente aos caixas, que servem como o último de apelo ao consumo, enquanto as pessoas esperam a sua vez de serem atendidas. Depois de socar os chocolates, nas prateleiras, digo socar porque ela me ensinou que mesmo não tendo mais espaço, você deve fazer caber. Depois, recoloquei as caixas que não foras esvaziadas novamente na prateleira alta. O resto da noite, fiquei arrumando as outras prateleiras (comida, pães, ração, bolachas, frios, congelados, higiene pessoal, etc.)Ah, já ia esquecendo da aula didáctica que ela me deu sobre o nome dos vegetais e frutas. Ela pegou um de cada, colocou numa cesta e fez eu registrar os produtos no caixa. Bom isto me fez acreditar, ou ter esperança de que, para mim voltar ao caixa, terei de decorar o nome de todos os vegetais e frutas. Fiquei um pouquinho mais feliz. Quando sai do super não era capaz de levantar os braços, doía tudooo. Estava podre!!!

Semana que vem eu trabalho segunda, terça e quinta-feira. Estudei o nome das coisas, neste fim de semana e espero voltar para o caixa o quanto antes.

OBS.:PEDIDO A TODOS, POR FAVOR NÃO BAGUNÇEM AS PRATELEIRAS DO SUPER!!!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Goró no McDonald's




Estou me tornando uma especialista em farofa! Hoje, a Cris, a Ivi e o Henrique me convenceram a acompanhá-los até o Tesco para comprarmos uns tragos. Foi difícil chegarmos a um acordo do que compraríamos para tomar. Optamos por duas garrafas de Smirnoff Ice, já que éramos quatro pessoas.


Tem dias que se você faz comprar no Tesco, ganha um cupom do McDonald's e na compra de um Big Mc, ganha outro. Mas nem sempre é necessário comprar no Tesco. Muita gente, como nós, vai lá só para juntar as notinhas. Aqui nem todo mundo se liga nisto.


Fomos bem felizes para comer a promoção do Mc+Tesco e tomar uns tragos no Mc. Eu bem cara de pau, fui no balcão com a Ivi que encomendou os lanches e pedi um copo com gelo. E ela pediu os lanches e mais três copos. Como aqui é proíbido beber na rua, nós levamos as garrafas escondidas nas mochilas. Chegando no Mc, sentamos no andar de cima, onde tem pouca gente. O Henrique serviu camufladamente para nós. Foi muito engraçado.

domingo, 23 de março de 2008

A saga do secador de roupas...

Andava preocupada, pois não fazia ideia do que ia fazer com a minha roupa suja, embora a Paula já tivesse me pedido algumas vezes por elas. Mas só em imaginar que as minhas roupas fossem ter o mesmo destino que as dela.... Espalhadas por todos os cantos da casa, misturadas com limpas, sujas e coloridas, ou espalhadas pelo chão, pelo balcão da cozinha, no sofá onde a Lessie dorme... Eu desistia da ideia.

Foi então que um casal da minha escola, que mora por aqui há uns 5 meses, comentou que comprou um secador de roupas logo que chegou aqui e colocou no quarto em que eles dormiam, em frente ao aquecedor, e que as roupas secavam bem. Eu já vinha secando a minha tolha de banho e calcinhas no aquecedor, mas as roupas sujas estavam se acumulando...

Nos dias seguintes fui a caça de um. Depois de muito procurar achei um igual ao da foto por 10 euros. Encontrei outros menores, mas bem mais caros... Então passei o dia com aquele trambolho. Como ele estava embalado com um plástico, era horrível para carregar. Depois da aula, fiz um lanche, para variar, no Mc Donald's, com a turma de brazucas (Cris, Ivi e Henrique), eles deram uma mão para carregar a porcaria do secador, e revezamos um pouco o peso. Mas como moro mais longe que todo mundo e pego o Luas no outro extremo do centro, tive de me despedir deles e da ajuda na metade do caminho.



E quando estava andando com aquilo pelas ruas, batendo em algumas pessoas, pois é muito comprido, um homem percebeu a minha dificuldade em carregar a porcaria e me ofereceu ajuda. Eu estava tão podre que não pensei duas vezes e já atirei o secador de roupas nos braços dele e respirei aliviada. O nome dele é John, é um professor de História da Irlanda na Universidade Trinity, tem uma cara de professor de física, e como todo irlandês.... Tem dentes muito feios. Ele usa uma ponte, acho que não tem uns três dentes na frente. E é novo para isto...acho que no máximo uns 40 anos. É impressionante como as pessoas não cuidam bem dos dentes. Mas ele é muito legal, engraçado e foi muito gentil, levou o secador para mim até o ponto do Luas. trocamos e-mails. O meu esforço pelo menos me rendeu um amigo irlandês para treinar o inglês.

Quando cheguei em casa, tive de explicar a minha compra para Paula, afinal era muito grande para esconder.... Eu gentilmente disse para Paula que ela não se preocupasse com a minha roupa, pois eu gostava muito de lavar eu mesma e que preferia que ela me mostrasse como a máquina de lavar funcionava, e mostrei o secador que havia comprado, pois não queria incomodá-la. Ele disse que tudo bem, mas deu risada, pois achou muito grande para eu usar no meu quarto. Contei para ela do John e ela achou bem legal eu ter conseguido me comunicar com ele.

Agora, todo fim de semana eu vou poder lavar as minhas roupas. Ele ocupa quase todo o meu "enorme" quarto, mas de um dia para o outro as roupas secam.É bem prático, pois quando não estou usando eu o fecho e coloco escorado no pé da minha cama.

sábado, 22 de março de 2008

Sexta-feira Santa longe de casa

Como estaria de bobeira na última Sexta-Feira Santa (21 março de 2008), resolvi sair com meus colegas brasileiros (Cris, Ivi e Hnrique).
Um a parte: Como conheci eles...

Henrique - Veio no avião de Guarulhos para Madrid, e de Madrid para Dublin junto comigo. Vi ele pela primeira vez antes de pegar o avião para Dublin. Eu podia jurar que ele não era brasileiro, com o seu cabelão todo bagunçado e de cavanhaque. Tem cara de argentino! Tomei um susto quando vi ele na minha escola, e outro quando descobri que ele era brasileiro. Mais tarde, descobri que toda originalidade tinha uma única explicação ele estudou comunicação e é jornalista.

Ivi e Cris - Elas já estão há uns dois meses por aqui. São amigas e se conhecem há anos. Eu estava quebrando cabeça no segundo dia de aula tentando explicar para a recepcionista que eu preferia ganhar três meses de academia a um celular, pois quando você chega na escola pode escolher. Quando a Ivi me ajudou a explicar que eu queria a academia (coisa que talvez mude, pois até agora não tive coragem de começar). Então com sua personalidade expansiva e alegre, já me apresentou a Cris, mais quietinha, que no fim era da mesma classe que eu.


Como o tempo estava instável, nós decidimos que não valia a pena gastar o tiket do tur bus, que ganhamos da escola. O ônibus é de dois andares e a parte de cima é perfeita para fotos, pois não é coberta. Como a passagem custa 12 euros para estudante, e nós temos uma cortesia, seria um desperdício usar com um dia nublado como foi.

Bem na hora que estava tirando esta foto, minha mãe me ligou toda melancólica, pois estava esperando o meu irmão com um baita almoço e eu não estaria lá... Eu também fiquei triste, só em pensar nas comidas gostosas que só minha amada mãezinha sabe fazer e que vou demorar a comer novamente. Eu e o pessoal, almoçamos no Mc Donald's, eu fui a única que comi um hamburger de peixe, o resto do pessoal não deu bola que era Sexta-feira Santa. Por sinal, quase ninguém, pois praticamente todo o Mc estava comendo carne.

Fomos no centro de Turismo, ficamos lá por algum tempo pois estava muito frio na rua. Nós aproveitamos para ir no banheiro (pois lá não paga) e eu tomei um chocolate quente. Tentei pedir um sanduíche de salmão para o japonga da cafeteria do centro turístico. Mas,depois dele me explicar o quão gostoso era a porcaria do sanduíche e que era mais barato comprar para levar do que se eu fosse comer lá, pois eu não sujaria a mesa, ele olhou para o relógio e disse que não poderia mais montar o sanduba. Pediu descupa e disse que estava fechando naquele instante a cozinha. Fiquei com vontade de mandar ele longe. Porque ele não me disse isto antes de me deixar morta de fome? Continuamos na mesa por mais tempo, pois o Henrique tinha uma banana na mochila e repartiu com o grupo. Aqui a banana é algo gigantesco, praticamente uma refeição. Já que estavamos no "momento farofa", achei que não seria tão ruim tirar a minha escova de cabelo para ajeitar a minha franja. Depois que ela estava no lugar... A Ivi e o Henrique, sem cerimônias a pediram emprestada... Eu emprestei para não parecer chata ou fresca, mas quem me conhece sabe que não gosto disso e acho estas coisas muito nojentas... Tem certas coisas que não se empresta. Escova de cabelo é tão íntima e pessoal quanto uma escova de dentes. Ainda mais, porque era a minha linda escova de cerdas naturais que comprei na Pente Fino no Brasil e paquei os olhos da cara por ela.

Meia hora depois, nós fomos enxotados do Centro Turístico por um guardinha grosso que gritava estamos fechando, estamos fechando!! Ele nos acompanhou até a porta.

Passeamos o dia todo pelo centro da cidade e tiramos algumas fotos. Os Pubs estavam fechados, pois é proibida a venda de bebidas alcoólicas neste feriado. Isto quer dizer que, antes de escurecer, eu já estava pegando o meu Luas (trem elétrico) de volta para casa.


Quando cheguei em casa, a janta estava me esperando no balcão da cozinha. Na noite anterior, a Paula disse que preferia cozinhar ovos a peixe, pois ela odeia peixe. Eu achei que ela estava brincando... Doce ilusão, minha janta foi um omelete com salada. Estava bem gostoso e ficou ainda mais quando eu fechei os olhos e imaginei que estava comendo o bacalhau da minha mãe.

segunda-feira, 17 de março de 2008

St. Patrick's Day

(Eu tive de entrar no clima, e pedir um chapeu + barba emprestado a um passsante rsrsrsr)

Sei que passei alguns dias sem atualizar o blog, mas como o
St. Patrick's Day é um dia muito especial por aqui, vou dedicar uma postagem inteira só para contar as peripécias vividas do ultimo dia 17-03-2008. Esta é uma festa religiosa, que comeca quatro dias antes do dia do padroeiro, St. Patrick. As lojas, prédios e casas, de alguma forma fazem referência a data colocando enfeites verdes, muitos em forma de trevos que é um símbolo na Irlanda, por representar a santíssima trindade (pai, filho e espirito santo numa só pessoa). Lembrando que esta parte do país é católica. A decoracao está presente nas ruas, como se fosse Natal. Outro símbolo daqui é a idéia lúdica de que os gnomos trazem sorte e que atrás de um arco-iris existe um pote de ouro. Nesta festividade, eles fazem uma "salada de frutas", as pessoas se vestem de gnomo, usam o chapeu de gnomo (que aqui é uma cartola), usam raminhos de trevos de verdade presos a roupa, pintam o rosto com travos, bebem muita Guinness (cerveja tradicional por aqui), e páram para ver uma parada, diga-se de passagem muito estranha...


Esta parada acontece todo dia 17-03, reunindo numa passeata tudo o que tem de mais louco, pelo
menos para mim. Pessoas de vários países vêm para olhar a mistura. Tem realmente de tudo, de balões de gás em forma de dragão gigante, formiga, acrobatas, bandas escolares, pessoas andando com pernas de pau, bonecos gigantes (um deles lembrava muito o Jaspion), crianças de escolas segurando cartazes, bailarinos, carros alegóricos e, acredite se quiser, até uma bateria de escola de samba brasileira.

Parece muito com o carnaval, não do Rio ou de São Paulo, mas de Porto Alegre mesmo.

Como eu não queria perder nada, acordei cedo e me arrumei toda, inteiramente de verde. Eu estava uma legítima Irish (irlandesa). Se eu não falasse nenhuma palavra, dava até para enganar.

Já na estação do Luas (trem elétrico) tive uma prévia das maluquices que iria ver ao longo do dia.... Muita, mas muita gente. Completamente fora da casinha a quantidade de gente que pegou o trem comigo. Todos traziam consigo alguma coisa na roupa, no chapeu, carrinho de bebe, que lembrava que era mais um
St. Patrick's Day. Sem falar nos apitos, bigornas, balões e bichinhos de gnomo transportados pelas crianças. Outra coisa pitoresca são as irlandesas usando minisaias, tipo 5º, vento, sensacao termica de uns 3, e elas com as pernocas de fora. Tipo com hipotermia, mas bonita! Ah, tinham algumas com camisetas e gravatas gigantes dizendo: "Kiss me, I'm irish". Completamente fora da casinha....

Quando desci do Trem, no centro da cidade, jovens arrecadavam doações (não sei pra o quê) em troca de um trevo desenhado no rosto. Como estava sozinha, achei que seria muito mico, uma vez que eu já estava toda de verde, fazer mais um desenho no rosto.

Não sabia onde seria o desfile, mas não foi difícil, segui a multidão e me deparei com algo muito diferente. O desfile tinha começado, simplesmente não havia mais espaço, nem para dar uma simples espiada. As pessoas vão para rua com escadas, sim eu disse escadas, para subirem e olharem melhor. Árvores, monumentos, prédios, postes, simplesmente tudo, era usado como arquibancada para assistir ao grande evento. Andei um longo trecho tentando no meio da multidão ver alguma coisa, já que as ruas estavam trancadas.

Demorei, mas encontrei um pedacinho da janela de um prédio. Era tipo, um metro e trinta longe do chão e tinha a largura de uns 15 cm. Uma senhora que estava com os filhos me ajudou a subir. Foi super solidária, achei que ia me dar um "pezinho", foi logo é me dando impulso mesmo, empurrou a minha bunda para cima e por milagre eu não fui pra o chão de novo. Depois, lá em cima, no meio de uma galera, dei um jeito de me virar para o lado rua que era o objetivo inicial.
Quando finalmente estava acomodada, por assim dizer, o filho da boa senhora resolveu subir e disputar o minúsculo espaço comigo.... Ele aparece ao meu lado na foto.

Passados os sustos e a impressão constante de que eu ia cair de cara no chão, eu pude olhar o fim do desfile. O lugar, nada confortável, pelo menos permitiu que eu visse aquele mix de coisas, para mim, muito sem nexo. Ah, renderam algumas fotos legais.

Mais tarde, recebi o telefonema da Renata, amiga e colega de colégio, e veio para Irlanda só para a festa. Por sinal, lembrei de colocar na bolsa a encomenda da mãe dela direto do brasil, um envelope com uma carta e um pacote de rapadurinhas de amendoim, do qual tive muitas vezes a tentação de devorá-lo. Mas a lembrança da mãe dela toda comovida porque eu iria encontrar com a sua filha fez com que eu resistisse bravamente à tentação. Quando encontrei com a Re, tomei um susto, ela estava falando cantado como uma baiana, logo descobri porque... Ela me apresentou os amigos, tinha baiano, cearense, nortista... Uma mistura do cão. Só ela de menina viajando com uma galera.

Foi muito bom ter encontrado com ela, já estava me sentindo meio só, principalmente porque não podia aparecer nas fotos... Estava muito frio... Logo fiquei animada com o pessoal e dei muitas risadas durante todo o resto do dia... Descobri que é proibido beber na rua, os guardas tiram as garrafas ou latas da mão mesmo. Ah, o parque da cidade (Stephens Green) fecha as 17h. Um amigo do pessoal, tambem baiano, esta morando por aqui. Como estou a pouco tempo por aqui, ele serviu de guia nao so para o pessoal da Renata, mas tambem para mim.

Conheci o Temple Bar, um bairro só de Pubs. Muito dez. Fiquei sabendo de uns restaurantes legais que pretendo ir quando estiver trabalhando também. Fomos num bar tradicional daqui o "Turk's Head Chopp House", que não paga para entrar e a música é 10.

A minha noite terminou cedo, como sempre, pois o ultimo Luas é às 11h30. Todos me deixaram na parada do Luas, e por sorte ele estava só esperando por mim! Dei uma corridinha e consegui pegá-lo. Senti um aperto no peito em dar tchau.... Eles me convidaram para passar uns dias em San Tiago. Vamos ver se rola, quando for fazer o meu tour "pelas oropa".

sexta-feira, 14 de março de 2008

Costumes diferentes e altos preços

Olá,

Bom, ontem eu não consegui enviar informações novas... Mas ai vão elas....
Ontem eu não precisei perguntar nenhuma vez sobre o meu trajeto, nossa me senti muito esperta.

Lembrei de algo que aconteceu no meu primeiro dia aqui, e esqueci de contar. Cheguei numa loja para comprar um adaptador de tomada, é que aqui as tomadas são bem diferentes, elas tem três pontas, mas não são iguais as do computador no Brasil. Então para usar os aparelhos que eu trouxe daqui (secador de cabelo, chapinha, carregador de celular e carregador de pilhas), só comprando um.

Existe uma loja por aqui pequena mas que vende de tudo. As pessoas não escolhem as mercadorias na prateleira, mas por catálogos gigantes, depois de escolher vão no balcão fazer a encomenda. Se eles tem a mercadoria, você para na hora, se não, eles fazem uma reserva... Muito estranho... Levei alguns minutos para entender como funcionava o procedimento. Entrei numa fila, e quando fui atendida pelo vendedor tentei explicar o que eu queria. Ele abriu o grande catálogo e me disse o preço 8,99 euros, muito caro!! Mas disse que não tinha ali e que eu encontraria em outra loja, em outro shopping, a 5 min de distancia dali. E me deu um papel. Quando li, entendi que ele estava me dizendo que tinha feito uma reserva do produto na outra loja. Dai fui buscar. Cada uma!

Finalmente ganhei os meu livros e a minha pasta da escola. Estou apanhando um pouquinho na aula, acho que terei de estudar muito. Na minha sala tem 90% de brasileiros, por enquanto eu me aproveito disto para entender algumas palavras que fico boiando. Mas estou procurando fugir dos brasileiros. Tá complicado, porque a cada esquina tem um zum zum zum em português. Na escola então nem se fala!

Ainda não tive sucesso foi em baixar as fotos da máquina, mas tentar fazer isto em casa, pois na escola não tem leitor de CD, sendo assim, não consigo instalar o programa da minha pobre e capenga máquina. Vi uma máquina linda, maravilhosa, profissional por 650 euros, mas enquanto eu não arrumar trabalho por aqui vai ficar difícil... Não entendi, aqui só se paga as coisas a vista, nada de parcelar em suaves prestações... Que saudade do Brasil neste aspecto.

Outra coisa muito estranha é ver as crianças com três anos andando de carrinho de bebê, muito estranho. E há carrinhos duplos para acomodar irmãos, os bebês e as crianças andam na mesma engenhoca. Ah, detalhe, tem guarda-chuva especial para os carrinhos.

A Paula comprou para mim uma esponja de aço, o bombril daqui. Eu pedi para ela, e nem acredito que ela entendeu o que eu estava pedindo.

Estava caminhando na rua quando um homem com um objeto não identificado na mão se aproximou de mim... Levei um susto, ele disse "Sorry", se atravessou na minha frente e pegou um cigarro do chão com aquele negocio que parecia uma mão mecânica. Mais adiante vi o carrinho dele. Os garis daqui são muito chiques.

Hoje descobri que os ônibus não dão troco e sim um contra-vale, que não pode ser usado para pagar uma passagem. Você é obrigado a ir buscar, no meu caso os 0,30 cents, num endereço no Centro da Cidade. Fiquei muito de cara com isto! O pior é que gastei um monte de passagem para ir no lugar onde o pessoal da escola me indicou para fazer o PPS (Permissão para trabalhar aqui) e chegando lá, o homem me disse que faz um ano que o posto foi transferido para o centro da cidade, por sinal bem pertinho da minha escola. Bom, depois da maratona, consegui fazer o meu PPS no Centro, mas cheguei atrasada na aula. Semana que vem eu recebo o meu número de seguro e posso trabalhar.

Descobri que 500 euros é muito caro por uma casa, por isto vou começar a procurar outro lugar para morar.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Entrando na nova rotina!


Oi amigos,

Conversei com a Paula e o filho dela hoje pela manhã sobre o uso da internet. Eles disseram que eu posso usar sem problemas. Eu vou começar a acessar a internet por volta das 21h30min daqui (18h30min no Brasil), acho que daí será um horário bom p/ ti e p/ o Mano no Brazil.
Está tudo tranquilo. Hoje eu consegui chegar na escola numa boa. E quem tem boca vai a Roma!! Hoje acordei mais cedo para ir no banco abrir a minha conta e fazer meu cartão de estudante. Eu aprendi a usar o trem hoje. Foi muito engraçado porque desci na metade do caminho e comecei a procurar o banco. Daí eu, crente que estava no lugar certo, comecei a caminhar.... Quando resolvi perguntar para um homem eu já estava muito longe. Ele me levou até o trem novamente e disse que eu deveria seguir até a última parada. Eu paguei por um ticket do trem para uma maquina que cospe o papel. Daí que na hora de descer, desta vez na parada certa, um negão enorme de jaqueta laranja se aproxima de mim e diz: "Ticket". Levei um susto, então ele furou o cartão... rsrsrsr... Dei gracas a Deus de não ter jogado fora o papel quando fui para o lugar errado.
Vale mais a pena pegar o trem para ir para o centro. Se eu pego o ônibus, eu caminho muito até a parada mais proxima, mas fica bem longe da casa e como aqui escurece bem cedo, tenho de voltar à noite. Não que tenha perigo, mas é muito frio, venta e chove fininho.... Muito frio. Quero ver se começo a voltar mais cedo para casa.
As pessoas são simpáticas. Nao achei o povo "frio" como falam que é o europeu. A sorte é que todas as pessoas são super solidárias. Já puxam assunto, querem saber de onde tu é. É bem legal. Sempre que eu me encontro "lost", perdida, encontro uma boa alma para me dar uma mão. Quando as pessoas percebem que eu não compreendo a explicação, elas me levam até bem próximo do lugar. Isto é muito legal. A comunicação está melhorando. Eu sei perguntar as coisas, embora muitas vezes eu não entenda muito bem a resposta... rsrsrsrs
Hoje eu conversei com a dona da casa, Paula, sobre a minha permanencia na casa no término das 3 semanas. Ela vai me cobrar £500,00 por mês, com alimentação, que é mais barato do que se eu fosse pagar por intermédio da escola. No próximo mês eu pago direto para ela. Os outros brasileiros da minha escola estão apavorados, procurando lugar para ficar. Tudo muito caro e sem infra.
Ontem a noite eu fiz uma limpeza na cozinha. Aproveitei que a Paula não estava em casa, tinha ido à aula de danca, e resolvi fazer um agrado para ela... Antes de dormir, a Paula veio me agradecer pelo capricho.
Amanhã eu mando uma explicação sobre o pessoal que vive na casa, é meio bagunçado. Minha cola ficou no meu quarto e estou no sótão, onde fica o quarto do filho mais velho.
A Paula continua me dando lanche para levar para escola, acho isto muito legal.

O micro onde estou escrevendo é lindo, o monitor é maior que 17" e o micro é super moderno... Mas a mesa branca tem centenas de marcas de fundo de caneca de café e o quarto... Não vou nem comentar. Eu sou umas 1000 vezes mais organizada. Ah, a escada para este quarto é mais estreita, deve ter 60cm de largura. Estranho, né?

Não se preocupem porque eu estou levando tudo na esportiva, apenas não posso deixar de relatar... rsrssrsrsrs
Amanhã vou ver se consigo baixar as fotos.
Por hoje é só.
Bjks e mais bjks

Chegando na Europa!


Olá meus queridos,

Primeiro, nem preciso dizer que já estou com saudades...

Depois de muitas horas de molho no aeroporto de Madri, 2h30min de vôo até Dublin e 30min até a minha casa, conheci a minha nova família.
Todos são muito simpáticos. Eles adoraram os presentes que trouxe. No fim, acabei dando todas as havaianas. Ah, e a toalha bordada eu disse que foi a minha mãe que fez... rsrsrsrs... Ela ficou encantada.
Todos na casa tem carros, e ficam estacionados na frente do quintal. Não tem garagem.

As mímicas ajudam muito, mas já estou me habituando com a comunicação. A namorada do filho do meio da Paula é muito simpática e conversamos durante muito tempo. Ela que me ajudou a ligar e me emprestou um aparelho celular enquanto o meu ainda não está desbloqueado.

Faz um mês que a outra estudante saiu da casa. Era uma chinesa que ficou morando lá por dois anos. Só coloquei nas gavetas toucas, mantas e luvas, no cabide os casacos, mas o resto vou manter trancado. Não há tranca nas portas, só no banheiro. Assim que me habituar com a rotina vou sair às compras (roupa de cama, adaptadores de tomada, etc).

Há coisas muito estranhas e diferentes... A casa tem 3 pisos, mas não tem corrimão. O meu quarto tem vista para a frente da casa e fica no segundo piso. A Paula me disse que mora na casa há 7 anos.

O único banheiro é diferente, com uma banheira daquelas bem antigas... O chuveiro é muito bom, forte e bem quente, pelo menos isto, para compensar o frio da região.

O frio é muito grande, mas a casa tem calefação. Ontem quase morri de frio, mas é uma questão de costume.

Eles tem uma cadela chamada Lassie, igual a do filme. Ela é enorme, mas não incomoda.

Hoje pela manhã a Paula me levou de carro até a parada de ônibus e arrumou um lanche para eu fazer na escola. Fofinho né?
Depois de muitas horas rodando no centro, descobri que tinha passado na frente do beco onde é a escola umas 4 vezes.
Conversei com a recepcionista e ela me explicou as coisas que devo fazer. Hoje não deu mais tempo de ir no banco fazer o depósito (obrigatório abrir uma conta de estudante), pois agora estou na escola e já são 16h23min, e o banco já fechou. Mas amanhã vou vir para o Centro pela manhã. As minhas aulas são à tarde e começam às 14h.

Hoje eu descubro o horário que posso usar a internet, pois ela fica no quarto onde o filho mais velho da Paula toca bateria.

Desculpem se comi alguma letra, mas estou correndo, porque aqui escurece cedo e já tenho de ir.

Bjks, Abraço bem apertado em vocês!

Saudades,
Alinóca

A Odisséia começou !!!

Olá, amigos e parentes da Aline!

Uma vez que a Aline ainda não se organizou em Dublin para acessar periodicamente a Internet e, consequentemente, atualizar este Blog, assumi este papel, à pedido dela!


Pois bem, em primeiro lugar, sou o irmãozinho mais novo de nossa aventureira, este aqui, ó...
... então... Dando prosseguimento, passarei a transcrever os relatos que a minha maninha me manda por email ou em conversas no MSN...

(um parêntese: é com muito orgulho que assumo essa tarefa, de registrar as experiências que a minha mana está vivendo em Dublin, pois tenho certeza que ela voltará com uma bagagem muito maior de lá, e tudo que eu puder fazer para auxiliá-la nesta caminhada, farei)

Bom... seguem os tão esperados relatos...